Mulher suspeita de matar marido envenenado em Amélia Rodrigues é presa após 2 anos foragida
Uma mulher acusada de matar o próprio marido com veneno em Amélia Rodrigues, foi presa após passar cerca de dois anos foragida da Justiça. A captura de Andrelina de Jesus Cardoso, de 55 anos, aconteceu na tarde de sábado (23.05), na Zona Leste de São Paulo.
Ela foi localizada pela Polícia Militar no 49º Distrito Policial, em São Mateus, após uma denúncia anônima. Contra Andrelina havia um mandado de prisão preventiva pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.
O crime aconteceu em abril de 2024, no Conjunto Habitacional Milton Amorim, conhecido como Portelinha 3, na localidade da Volta, em Amélia Rodrigues. A vítima foi identificada como Antônio dos Anjos Santos, de 56 anos.
O corpo do homem foi encontrado enterrado no quintal da residência do casal após vizinhos sentirem um forte odor vindo da casa.
Durante depoimento à polícia em São Paulo, Andrelina confessou o crime e afirmou que decidiu matar o marido após ele tentar atacar o filho dela com golpes de faca. Segundo o relato, ela teria entrado na briga para impedir o assassinato do filho, mas acabou sendo agredida pelo companheiro.
“Ele destruiu minha vida, minha família. Fiquei tão conturbada que matei, e matei também porque ele ia matar meu filho. Qualquer um no meu lugar faria o mesmo”, declarou a mulher na delegacia.
Ainda de acordo com o depoimento, Andrelina colocou veneno conhecido como “chumbinho” na refeição preparada para Antônio. Após jantar e tomar café, o homem começou a passar mal e morreu durante a madrugada.
A suspeita contou ainda que o cachorro e o gato da família também morreram após consumirem restos da comida contaminada.
Segundo a Polícia Militar, Andrelina permaneceu na residência por cerca de três dias após o crime, período em que enterrou o corpo do marido no quintal. Depois disso, fugiu e passou por diversas cidades da Bahia antes de seguir para São Paulo.
“Em nenhum momento ela negou. Muito pelo contrário, ela falou tudo o que aconteceu. Disse que colocou veneno na comida motivada pela briga entre ele e o filho”, afirmou o policial militar Tiago Quadra.
A Justiça de São Paulo deverá decidir os procedimentos para a transferência de Andrelina para a Bahia, onde ela responderá pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.
Ao final do depoimento, a mulher voltou a admitir o crime e declarou que não se arrepende da atitude tomada para defender os filhos.
“Diante da verdade, eu sei que errei. Sou retada mesmo. Se for para defender meus filhos, eu mato qualquer um por causa dos meus filhos”, disse.

