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Paciente entra em coma após Hapvida descumprir ordem judicial por mais de mil dias

 


Agatha Viana da Silva Oliveira, de 25 anos, trava uma batalha desesperada pela vida na UTI do Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador, após sofrer um colapso metabólico grave conhecido como cetoacidose diabética. Diagnosticada com Diabetes Mellitus Tipo 1 desde os cinco anos, a jovem depende de monitoramento constante para não morrer. De acordo com familiares, a jovem está internada em estado crítico porque a Hapvida Assistência Médica ignora, há 1.101 dias, uma ordem judicial para fornecer um sensor de glicemia contínuo. Segundo a equipe médica, a internação atual poderia ter sido evitada se a operadora tivesse cumprido a lei e entregue o equipamento que mede a glicose automaticamente.

A negligência da operadora ocorre mesmo com uma sentença definitiva proferida pela Justiça da Bahia em junho de 2025. Sem o sensor, Agatha era obrigada a furar os próprios dedos dezenas de vezes por dia para tentar controlar a doença, o que deixou as mãos dela cheias de ferimentos. Enquanto a saúde da paciente definhava com leituras de glicemia perigosamente baixas, que podem levar à parada cardíaca, o departamento jurídico da empresa em Fortaleza focava em estratégias processuais para tentar anular a obrigação de fornecer o aparelho, ignorando o sofrimento da jovem.

Diante do agravamento do quadro clínico, a defesa de Agatha protocolou uma denúncia formal na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e solicitou o bloqueio imediato de valores nas contas da Hapvida para garantir a compra dos kits do sensor. O caso gera indignação pelo fato de uma das maiores operadoras do país descumprir sistematicamente a Justiça enquanto uma paciente de 25 anos entra em colapso em um leito de UTI. Agora, a família aguarda uma resposta urgente do Poder Judiciário para que a decisão no papel finalmente se transforme no tratamento necessário para salvar a vida de Agatha.